Nos 12 anos como deputado federal, Gustavo Fruet sempre defendeu melhores condições de trabalho para os policiais
“Mesmo sem mandato, continuo afirmando que as reivindicações dos policiais por melhorias salariais são legítimas. O movimento que vimos na Bahia é fruto da expectativa criada em torno da PEC 300, que ainda não foi aprovada em 2º turno na Câmara. Tudo é reflexo da falta de solução no financiamento da segurança pública”, afirma Fruet.
A PEC 300, proposta de emenda constitucional que unifica os pisos salariais dos PMs de todo o Brasil, ainda precisa ser votada em 2º turno na Câmara Federal.
No Paraná, a Assembleia já aprovou a Emenda 29 da Constituição Estadual, que prevê a reposição de perdas salariais dos policiais. Essa emenda deveria ter sido implantada a partir de abril do ano passado, mas ainda não há previsão de quando os policiais terão o benefício.
Além disso, parte dos recursos do Fundo Especial de Segurança Pública (Funesp) – aprovado em 2011 na Assembleia – poderia ser utilizado para promover melhoria na remuneração dos policiais. Segundo a proposta do governo, os recursos do Funesp serão investidos na prevenção e combate à criminalidade, incêndio e pânico, violência, sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.
“Todas as pesquisas confirmam que a segurança pública é hoje uma das principais preocupações dos moradores de Curitiba e de todas as grandes cidades do país. Para reduzir a alarmante escalada da violência é preciso investir na contratação de mais policiais, em equipamentos, treinamento e principalmente na valorização dos profissionais”, completa Fruet.
Hoje no Paraná há 17.473 policiais militares (dos quais 2.729 são bombeiros) enquanto a lei prevê 26.747. Ou seja, uma defasagem de 9.274 agentes.
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